Ideb do Ensino Médio terá nota por escola

Senador Pedro Chaves (PSC) defende que reforma vai preparar os alunos para novos desafios do mercado de trabalho

Criado em 2007, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Ensino Médio é o indicador da qualidade do ensino no país. Ele reúne os resultados de dois conceitos determinantes para a melhoria da educação: o fluxo escolar (relação entre aprovação e reprovação dos alunos) e as médias de desempenho das análises feitas nas redes de ensino.

A partir dos resultados das avaliações realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), através do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), é possível avaliar a necessidade de melhorias do sistema e traçar metas de qualidade educacional para as instituições públicas e privadas. Na edição do Ideb 2017, escolas do ensino médio de todo o País passaram a ser avaliadas. Anteriormente, havia apenas um índice geral da etapa, por amostragem.

O índice atual foi um dos motores para a elaboração da reforma do Ensino Médio. Desde 2011, o indicativo está estagnado em 3,7, numa escala que vai de 0 a 10. Através do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), o Brasil estabeleceu como meta que, até 2022, o Ideb seja de 6,0. Para o Senador Pedro Chaves (PSC), relator da proposta, o novo modelo vai permitir ao país ser mais eficiente no cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo ministério da Educação.

– É fundamental que as metas sejam respeitadas, porque isso reflete a validade do planejamento para o país. Vejo essa mudança no sistema como um passo histórico. A reforma, após um processo democrático de construção, valorizou a flexibilidade das opções e o protagonismo do aluno na sua formação. Precisamos também de modificações no espaço e no conteúdo das escolas. O ambiente educacional tem que ser atrativo. E isso depende de professores entusiasmados e condição plena de trabalho, além, é claro, do comprometimento do estudante com esse universo – defende.

De acordo com o senador, os números do Ideb vão refletir a melhoria da formação dos estudantes e, consequentemente, a maior qualificação nos mercados de trabalho nacional e internacional. Para ele, a reforma propõe um modelo que está à altura dos desafios que o país vai encarar, abrindo a possiblidade para uma educação moderna, eficiente e centrada na ciência e na tecnologia de ponta. – Com a reforma do ensino médio, vamos oferecer às pessoas a arma mais poderosa que se pode utilizar no combate à desigualdade, ao preconceito e à falta de oportunidades. Tenho total convicção de que o conhecimento ( Melhor: a educação) é o caminho mais eficaz para a erradicação da pobreza, a diminuição da necessidade de políticas assistencialistas e para a formação de uma sociedade politizada – afirma.