Governo investe R$ 1,5 bilhão em escolas de tempo integral

Projeto segue modelo implementado em Pernambuco e deve mais que duplicar o número de vagas

O Governo Federal, através da lei do Novo Ensino Médio, criou uma política de fomento à educação em tempo integral nas redes estaduais de todo o país.

Lançado em setembro de 2016 e sancionada pelo presidente Temer em fevereiro de 2017, o Programa de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral estabeleceu a criação de 500 mil novas vagas até 2020, em todos os Estados, com investimento de R$ 1,5 bilhão.

A primeira portaria do programa beneficiou, já em 2017, 516 escolas com 148.760 mil matrículas apoiadas pelo MEC. Como reflexo direto deste programa, as matrículas em escolas de tempo integral no ensino médio subiram 22%, no ano passado, nas escolas públicas de todo o país. Os dados são do Censo Escolar 2017, realizado ao longo de 2017 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

Juntando a primeira e segunda etapa, o programa será implementado em 905 escolas, passando a ofertar 282.055 matrículas este ano. Até 2020, espera-se efetivar mais 217.945 matrículas. O programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral dá apoio efetivo para a expansão nas redes estaduais de todo o País, por meio de uma proposta baseada não apenas em mais tempos de aula, mas sim, em uma visão integrada do estudante.

O cálculo do valor a ser repassado pelo MEC, ao programa, é de R$ 2 mil por aluno, anualmente. O ministro da Educação, Rossieli Soares, destaca que o Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral é uma iniciativa pioneira em termos de políticas públicas, via Governo Federal. “As escolas em tempo integral existentes nos Estados antes deste Programa foram implementadas por iniciativa própria. Esta política de fomento à educação em tempo integral traz o apoio efetivo para a expansão nas redes estaduais de todo o País, com uma proposta baseada não apenas em mais tempos de aula, mas sim, em uma visão integrada do estudante”, destaca o Ministro.