Ensino em tempo integral é aprovado por pais de alunos

Responsáveis acreditam que programa ajudará na melhor formação dos seus filhos

Ensinar não se limita a uma aula com tempo determinado para começar e terminar. Transformar vidas por meio da educação ultrapassa essa barreira. Acreditando que a educação integral é um dos caminhos para formar cidadãos para o mundo, o Ministério da Educação (MEC) lançou o Programa de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Sancionada pelo presidente Temer em fevereiro de 2017, o Programa de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral estabeleceu a criação de 500 mil novas vagas até 2020, em todos os Estados, com investimento de R$ 1,5 bilhão.

“O aluno recebe uma formação mais sólida, com experiências que o ajudarão a garantir um futuro melhor. Ele poderá ter contato, por exemplo, com atividades de laboratório e elaboração de planos de estudos”, destaca o ministro da Educação, Rossieli Soares.

A dona de casa Lúcia Helena Azevedo, de 65 anos, tem a guarda do neto, Luiz Caetano, de 18 anos. De olho na rotina e nos hábitos do adolescente, ela se preocupa com a formação que vai além do conteúdo tradicional.

– Sou plenamente a favor do ensino integral, tanto em escolas particulares quanto nas públicas. A carga horária pode ser melhor aproveitada, o aluno não fica sobrecarregado e ainda pode aprender coisas novas como esportes e artes, o que não aconteceria se ficasse em casa. Aplaudo de pé iniciativas para aumentar atividades na escola, que mantenham o aluno envolvido e em ambiente seguro – explica.

A pedagoga Gisele Maurício, de 41 anos, é mãe de quatro jovens em idades que vão dos 13 aos 20 anos. Ela acredita que a carga horária em tempo integral pode expandir o olhar do aluno sobre o mundo. – Dependendo de como for a proposta, o período integral pode oferecer ao jovem experiências que adiantem o que ele vai encontrar mais pra frente, na profissão. Se, neste período, ele tiver a chance de ampliar seu conhecimento de mundo, vale muito a pena – avalia ela.

Para Gisele, o ensino em período integral é uma ótima pedida para oferecer novos caminhos a alunos de baixa renda. De acordo com ela, envolver adolescentes em atividades extracurriculares requer gastos extras, que a maioria das famílias não consegue pagar.

– Hoje, muitos jovens voltam da aula e ficam vagando pelas ruas, não fazem nada produtivo. E ter uma atividade extra de maneira particular custa muito caro. O período integral nas escolas públicas é fundamental para acolher esses estudantes – afirma.