Currículo acadêmico ou técnico? Como escolher sua formação no Ensino Médio

Gestor de orientação vocacional dá dicas para estudantes que vão definir seus cursos nos próximos anos

A escolha entre os currículos acadêmico e técnico, no momento que se entra no Ensino Médio, pode gerar muitas dúvidas e acabar dando um nó na cabeça do adolescente que está prestes a terminar o Ensino Fundamental.
Para definir qual o melhor caminho a seguir, alguns pontos importantes sobre as duas possibilidades precisam ser avaliadas junto aos interesses de cada aluno. Luiz Abade, diretor de ensino e gestor de orientação vocacional do Colégio pH, explica que, antes de tudo, é preciso compreender bem cada conteúdo dos currículos. – A área técnica é essencialmente voltada à formação para os setores de produção da indústria e de serviços, com demanda rápida e constante do mercado. O currículo acadêmico está intrinsecamente ligado à área de conhecimento de interesse do aluno, que o norteará para uma futura especialização no ensino superior – detalha ele.

Para Abade, essa escolha é pautada pela relação do aluno com seus objetivos mais gerais de vida. Na sua visão, a escolha do currículo técnico, por exemplo, seria adequada para um jovem que quer ser inserido rapidamente no mercado, bancar logo suas despesas pessoais e alcançar a independência financeira o quanto antes. Já o currículo acadêmico seria preferido por quem busca formação mais complexa, duradoura, e sem tantas expectativas financeiras a curto prazo. Cada área exige aptidões diferentes, além, é claro, dos conceitos comuns a ambas.
– A formação acadêmica exigirá do aluno um estudo aprofundado das matérias, de acordo com a área eletiva do conhecimento escolhida. Quem optar pela área técnica será exigido em competências práticas como, por exemplo, habilidades manuais e processos gerais – afirma.

Abade alerta que é importante para o aluno saber exatamente quais conteúdos ele verá em cada currículo. As competências trabalhadas serão definidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, a partir desta orientação, as redes de ensino e as unidades escolares deverão informar aos alunos sobre os conhecimentos de cada área, ajudando-o a tomar uma decisão acertada. – Pesquisar sobre as características de cada modalidade é fundamental. O site do MEC, além de abordar dúvidas mais frequentes, tem um canal de comunicação através de e-mail para sanar questões mais específicas, além de promover campanhas regulares nas mídias. A imprensa também é uma excelente fonte de consulta – acrescenta ele.

O diretor ainda destaca que o apoio da família e do corpo pedagógico nas escolas é fundamental para auxiliar o jovem no processo de escolha.

– Essas são referências que podem compartilhar experiências e dar aconselhamento profissional. E são importantes também para dar apoio e acolhimento nos momentos em que o aluno se sentir inseguro ou frustrado, seja antes ou durante a vivência na modalidade que escolheu – finaliza.